Artigos escritos por professores do Piaget

  • Como ensinar e aprender diante uma sociedade que vive na era das informações? – Prô Cristiane Fernandes Loiola

    13O presente estudo é um exemplo de como incentivamos as crianças, da Escola Piaget, a produzir um texto utilizando uma sequência didática. O artigo aborda no primeiro momento uma pequena explanação teórica para depois apresentar uma sequência que pode ser usada do primeiro ao quinto ano, ou mais, com a adequação do conteúdo
      
    Produção de texto, qual é o desafio?
    Cristiane Fernandes Loiola
    Graduada em Pedagogia. Especialista em Educação Infantil e Psicopedagogia. Coordenadora de planejamentos da Escola Piaget.

    Como ensinar e aprender diante uma sociedade que vive na era das informações?

    Temos jornais, revistas, sites, jogos eletrônicos, e-mail, blog, Orkut, Twitter e uma imensa variedade de comunidades virtuais que possibilitam que a informação circule em uma velocidade incrível.

    Diante esse cenário, surge o maior desafio para a escola: definir quais das informações acumuladas no decorrer da história devem ser ensinadas e como devem ser ensinadas. Maior ainda é quando um desses desafios é a língua portuguesa diante da era das informações, de abreviações e gírias.
     
    Desafio que busca a construção de um ensino onde o domínio da língua tem estreita relação com a possibilidade de uma participação social eficaz, pois através dela o homem se comunica, tem acesso à informação, expressa, defende pontos de vista, partilha e acima de tudo, constrói o conhecimento.

    Nessa perspectiva o ensino da Língua Portuguesa anseia deixar de ser visto como se fosse um conteúdo em si para ser encarado como um meio para melhorar a qualidade da produção linguística; esta que pode e deve passar por uma sequência didática, ou seja, um conjunto sistematizado de atividades ligadas entre si, planejadas para ensinar um conteúdo etapa por etapa, permitindo que os alunos dominem as características próprias do gênero em estudo e tenham condições de escrever cada vez melhor.

    Essa proposta de atividades de aprendizagem, conforme LERNER (2001), pauta-se no princípio de que o hábito da leitura e da escrita são atos globais e apropriar-se desses comportamentos não significa torná-los maçantes e sem significados, mas sim construir um quadro de situações semelhantes às que têm lugar fora da escola, orientadas em direção a propósitos para cuja realização é importante ler e escrever.

    Toda educação verdadeiramente comprometida com o exercício da cidadania precisa criar condições para o desenvolvimento da capacidade de uso eficaz da linguagem que satisfaça necessidades pessoais — que podem estar relacionadas às ações efetivas do cotidiano, à transmissão e busca de informação, ao exercício da reflexão. De modo geral, os textos são produzidos, lidos e ouvidos em razão de finalidades desse tipo. Sem negar a importância dos que respondem a exigências práticas da vida diária, são os textos que favorecem a reflexão crítica e imaginativa, o exercício de formas de pensamento mais elaboradas e abstratas, os mais vitais para a plena participação numa sociedade letrada. (PCN, vol. 2, 1997, p. 25

    Mas, como ensinar uma criança que um texto precisa ter vários elementos, como personagem, lugar, descrição, aliado à margem, parágrafo, letra maiúscula e escrita correta?

    Como podemos, querer cobrar de uma criança que acabou de se apropriar da ferramenta da leitura e da escrita tantos elementos?

    Por isso surge a necessidade da sequência didática, pois esta traz uma segurança para a criança. Mostrando-lhe as etapas que ela deve seguir na produção de texto e estimulando suas ideias. Dando-lhe ainda a oportunidade dela mesma ser a pessoa que irá se avaliar e revisar sua produção. Esse movimento de trocas e de diálogo leva o aluno a buscar, a encarar desafios, a vencer barreiras e construir em todas as áreas do conhecimento.
    Tal evolução, de acordo com Piaget (apud TAILLE, 1992), perpassa por diferenças de qualidade das trocas intelectuais, e assim o indivíduo mais evoluído pode usufruir plenamente dos diversos pontos de vistas e dos conflitos presentes numa sociedade, formando, desta forma, praticantes da leitura e da escrita, e não apenas “decifradores” do sistema de escrita.
    A seguir você poderá acompanhar as etapas dessa construção do conhecimento por meio de uma sequência didática.
     

    Sequência didática:

    Eu invento

    O que se pretende?

    Nesta sequência, você vai inventar, criar e soltar sua imaginação.

    Como chegar lá?

    Seguindo as etapas das fichas e suas orientações.

    A Mão do Poeta

    Poeta tem mão de fada.
    Quando ele escreve, a caneta
    voa que nem borboleta,vira vareta encantada.
    Não é mais caneta, não.
    É varinha de condão.

    Tem mão de obra.
    Tijolo aqui, laje cá,
    cola a rima, tira a sobra,
    encontra a palavra mágica.
    Segura a letra, senão
    ela cai na contramão!

    Poeta é também mão leve.
    Sem plateia, nem juiz,
    mistura num caldeirão
    e ninguém diz, ele escreve
    versos de segunda mão.

    Leo Cunha

    Não somente os poetas pensam sobre o ato de escrever, nós também, como alunos, professores, crianças e adultos pensamos e acreditamos que alguns elementos (personagem, lugar, problema, solução e fechamento) são básicos para possibilitar a escrita clara e coesa, em toda história.

    1. Imagine que você seja três diferentes personagens: uma outra pessoa, um animal e um objeto.

    • Personagem 1 – Uma pessoa (super herói, motorista, jogador, palhaço,
    médico, professor, pescador, etc.).

    • Personagem 2 – Um animal (macaco, formiga, peixe, leão, etc.).

    • Personagem 3 – Um objeto (vassoura, lápis, borracha, piano, porta, etc.).

    • Escolha o personagem abaixo que você deseja ser:

    Quero ser:

    2. Desenhe o personagem que você escolheu:

    3. Agora escreva suas características detalhadamente (como ele é).

     

    Agora imagine e responda, abaixo, as perguntas em relação ao personagem que você escolheu:

    1. O que ele faz?

    2. O que ele tem de especial?

    3. Onde ele vive?

    4. Como é esse lugar? Descreva.

    5. Ele tem medos? Sonhos? Quais?

    Você se lembra daquele momento de um filme que seu coração bateu mais forte?
    Em que situação você achou que o personagem principal não ia aguentar?
    E naquele momento algo prendeu sua atenção de uma forma grandiosa?

    Na história, isso também precisa acontecer. Precisamos deixar nosso leitor com esse desejo de saber o final. Esse momento da história chamamos de situação problema ou clímax.

    Agora imagine:

    • O que aconteceu com esse personagem que você escolheu e já descreveu seus gostos?
    • Em que ele se envolveu?
    • Vamos lá escritor deixe-nos curiosos, registre tudo abaixo:

     Como todo bom escritor você precisa juntar todos esses elementos (personagem, lugar e situação problema) da história e escrever seu texto.
    Ah, não se esqueça de fazer o final, dizendo-nos como o personagem resolveu a situação problema. E de estar atento a:

    • Margem
    • Parágrafo
    • Escrita correta das palavras
    • Letra maiúscula e minúscula
    • Pontuação
    • O leitor irá entender a sua história?

    Vamos lá!
    Use sua criatividade!

    Agora releia a ficha 04 e revise seu texto observando os elementos abaixo:

    Revisão de texto 
    Sim 
    Não Ás vezes 
    Quantos/Quais?
    Você usou parágrafos?     
    Suas ideias apresentam uma sequência?    
    Escreveu as palavras corretamente?     
    Quais foram as palavras que você teve dúvida?    
    O leitor consegue entender sua letra?    
    Usou pontuação?    

    Reescreva seu texto fazendo as alterações necessárias.

    Referências

    Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: língua portuguesa /Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC /SEF, 1997.

    COLL, C.; MARTÌN, E.; MAURI, T.; MARIANA, M.; JAVIER, O.; SOLÉ, I.; ZABALA, A. O construtivismo em sala de aula. São Paulo: Ática, 2006.

    LERNER, D. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. Porto Alegre: Artmed. 2002.
    TAILLE, Yves de La; OLIVEIRA, Marta Kohl de; DANTAS, Heloysa. Piaget, Vygotsky, Wallon: Teorias pscicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus, 1992.

    Dicas de Segurança na Internet – Prô Ana Lúcia João Vetritti

    14Na internet, é importante colocar em prática alguns procedimentos de segurança. A Escola Piaget tem filtros de segurança para acesso de sites inadequados para as crianças. No início do ano fazemos um combinado com os alunos – regras de conduta para utilização da internet que devem ser seguidas em qualquer lugar em que acessem esta, trabalho a conscientização e responsabilidade. Em casa, os pais precisam entrar em contato com o seu provedor de acesso à internet para solicitar o serviço de proteção e segurança principalmente de conteúdo para seus filhos. E encontrar um ambiente de segurança online é apenas o primeiro passo para proteger os seus filhos na internet. Assim como você não deixaria o seu filho numa parte desconhecida da cidade para que regressassem a casa, também não deve deixá-lo na internet sem orientação e supervisão.

    Recomendo que leia estas dicas de segurança juntamente com os seus filhos, discutam, reflitam sobre cada item. O uso da internet teve ter como princípio principal a orientação, conscientização e responsabilidade.

    Existe um ditado popular que diz “que a dose é a distância que separa o remédio do veneno”. Esta analogia serve para a Internet, especialmente em relação às crianças e aos adolescentes, onde a dose do uso da Internet deverá ser prescrita e ministrada por pais ou responsáveis.

    ALGUMAS DICAS DE SEGURANÇA PARA O USO DA INTERNET

    Para os pais:

        – Mantenha os computadores conectados à Internet em áreas comuns da casa, em local de passagem e não nos quartos das crianças.

        – Pesquise sobre ferramentas de segurança e filtragem da Internet e o que seus filhos podem acessar com o provedor (GVT, OI, NET, UOL, Terra, e outros).

        – Converse com seus filhos sobre seus amigos virtuais e suas atividades on-line, da mesma forma que conversa sobre suas outras atividades.

        – Permita que seus filhos usem apenas salas de bate-papo monitoradas em sites infantis reconhecidos.

        – Oriente para que nunca fornecer informações pessoais ao usar e-mail, salas de bate-papo ou mensagens instantâneas, preencher formulários de registro e perfis pessoais ou participar de competições on-line sem a supervisão de um adulto.

        – Incentive-os a lhe contar se algo ou alguém on-line fizer com que se sintam desconfortáveis ou ameaçados.

        – Converse com seus filhos sobre pornografia on-line e oriente-os a sites positivos sobre saúde e sexualidade.

        – Insista em ter acesso às contas de e-mail e de mensagens instantâneas para ter certeza de que não estão falando com estranhos. Acesse os registros das conversas do MSN e observe o histórico de acesso aos sites.

    Para os filhos:

        – Sempre siga as regras de uso da Internet, esteja em casa, na escola, na biblioteca ou em outros lugares. Elas existem para garantir que você possa se divertir de maneira segura na internet.

        – Nunca distribua suas senhas para outros colegas.

        – Crie um grupo de amigos para conversar e interagir nos jogos, bloquei estranhos que entrem para conversar ou jogar mesmo que falem que tem a mesma idade de vocês.

        – Se você receber e-mails suspeitos, arquivos ou fotos de alguém que você não conhece, comunique aos responsáveis ou remova-os.

        – Desligue o computador se não se sentir confortável. Se alguém com quem você conversar ou alguma coisa que você vir quando estiver on-line o fizer se sentir desconfortável ou com medo, simplesmente feche o navegador e desligue o computador.

        – Sempre mostre respeito aos outros: trate as pessoas que estão on-line como você gostaria de ser tratado. Nunca envie mensagens de e-mail ofensivas ou desagradáveis.

    Crie uma lista com regras para o uso da Internet com a participação de seus filhos.

     – Eu SEMPRE falarei com meus pais imediatamente se alguma coisa estiver confusa ou parecer ou ameaçador.

     – Eu NUNCA darei qualquer informação de identificação quando eu estiver online.

     – Eu NUNCA terei um encontro com alguém que eu só conheço pela Internet.

     – Eu NUNCA responderei a qualquer mensagem que use palavrões ruins ou palavras que me pareçam assustadoras, ameaçadoras ou estranhas.

     – Eu NUNCA enviarei uma foto pela Internet ou pelo correio normal para ninguém sem a permissão de meus pais.

            No site Microsoft Brasil, tem um artigo com algumas orientações para o uso da Internet de acordo com a faixa etária, indicam também o recurso Proteção para a Família e os controles dos pais, para criar um ambiente online mais seguro.
    Acessem: http://www.microsoft.com/brasil/protect/family/age/stages.mspx

    Fontes de Pesquisa
    http://www.getnetwise.org/safetyguide/tips/kids.shtml
    http://www.msn.com.br/informatica/criancas/
    http://www.safekids.com
    http://www.smartparent.com 
                                                                               
                                                                              

                                                                               Prô Lúcia de Informática Educacional
                                                                               Graduação em Psicologia
                                                                               Pós-graduação em Psicopedagogia
                                                                               Especialização em Informática Educacional